domingo, 6 de janeiro de 2013


Metade de mim 
É fruto maduro 
De suco já gasto
É dia nebuloso
É prado sem repasto
É mágoa é carência
É coração maltratado
Cansado de um mundo
De justiça já gasto
Outra metade
É Primavera a desabrochar
É bem-estar é amor sem dor
É riso solto de criança
Que retém a esperança
É inocência sem ambição
É clemencia é  perdão
É montanha escalada
É felicidade sem devolução
É o volteio de uma dança
É tempo de festança
E o sabor delicioso
De uma vida inacabada

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