segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ano Novo - 2014


Vou abrir as portas ao Ano Novo
Escolher novos rumos em veredas frescas
Semear sonhos em solo fértil
Regurgitar melosas palavras sem medida
E na hora da colheita, colher amor sem moderação
Vou abrir as portas ao Ano Novo
Salpica-lo de doces sabores, polvilhá-lo de amena fantasia
Liquidar todas as dores, almejando a felicidade, que chegará um dia
Vou correr por viçosos prados, banhar-me ao luar em cascatas de alegria
Embriagar-me na fresca água dos riachos, vestir-me de violetas e mangericão
Deixar o vento, meu corpo nu beijar, quando a água da chuva me acariciar
Vou abrir as portas ao Ano Novo
Por cada segundo, cada minuto, cada hora... irei lutar! 
Saboreando o agridoce de mais um dia, por mim vivido 
Sem nunca desistir, sem nunca parar...
Sempre e só por amor, nunca por teimosia
E, na despedida ao ano velho, sem mágoa no coração
Dispenso o negro trilho transcorrido, fedendo a rasto apodrecido
De sorriso nos lábios e ceptro na mão
Sentencio sem ajuizar, ignorando censura ou reprovação
Condenada! 
A um Ano Novo,  pleno de: justiça, paz, saúde, amor... e pão!




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Natais da minha infância...



Esqueci os Natais da minha infância...se algum dia existiram...  não me lembro.
Não recordo bolo rei, nem pinturas de canela num prato de arroz doce perfumado
Nem o cheiro adocicado das rabanadas e  filhoses... só sonhos! 
 Sonhos meus... por mim sonhados...
Não havia sapatinho nem pinheirinho enfeitado
  Nem estrela guia nem José ou Maria...nada havia... no dia de Natal...
Nem tristeza ou alegria, do que não se vivia ... todos os dias, eram,  nesse tempo...  iguais!
Na minha infância, não existiam Natais...
 Mas por mim não chorais!!  Como eu,  houve e há muitos mais...
Hoje, num misto de magia  e encanto
Anjos cantam p'ra mim,  hinos de louvor
Bolas vermelhas enchem minha casa de cor
E há bonecos de neve, pai natais, anjos, renas e muito mais
Há os cheiros repletos de doçura e  as melódicas músicas de Natal 
Que enchem corações de amor e ternura,  apartando-nos de todo o mal
E prá ceia, convidei José e Maria... e Jesus o  Redentor
Porque é Natal...
E em forma de prece como quem a vida agradece
Minh'alma reluz de amor. 
 E é tanta a luz que dela se desprende... 
Que caminho segura, por Teu trilho angelical,  cantando hinos de louvor 
 Porque é Natal...
Hoje,  rumando sobre nuvens sem a ninguém pedir permissão
Sinto  a certeza de um dever cumprido e a perene  gratidão...
 De viver...de sentir... o afago  da grandiosa Criação
E nesta visão do paraíso, sonhadora sem remissão...
Não por ser Natal... mas porque vivo a sonhar!
 Há dentro de mim, um sonho a germinar!
E como num conto de fadas, cerro os olhos  e o mundo todo brilha
E numa ingenuidade infantil,  heis que se enchem as ruas de meninos Jesus, de corpo humano 
Distribuindo aos menos afortunados, alimentos, calor e amor
Ou algum brinquedo ao menino enjeitado 
E nos céus,  Rodolfo  com seu nariz vermelhinho e luzidio 
Tocando os sinos,  vai voando sem  esquecer nenhum lugar
Distribui  presentes  enlaçados com amor,  embrulhados em solidariedade
Porque é Natal...
Distribui amor e igualdade aos homens de boa vontade...