domingo, 5 de janeiro de 2014

Sonhos de Ninguém


Tombam de mansinho, as gotas de chuva, espelhando o chão à minha passagem
E num tributo à vida,  felicito o colírio de cor, no pavimento reflectido
Ignorando o cinza do firmamento, sigo a rota morosamente  
Que a pressa é estouvada e inútil  também
 E nesta fresca manhã de Janeiro, 
Delicadas flores dormem sob tufos de trevos cristalizados
Neste passeio de ilusões sonho, sonhos de ninguém e despejo fantasmas do passado
Numa magia infinda, toco a inocência, aspiro a felicidade  e retorno à adolescência