quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ecos de Silêncio

Em silêncio abraço a vida 
Percorro os trilhos que Me destinaste 
Encerro em mim todos os meus sonhos
E serena, passo a passo sem pressa...
Louvo a vida, que passa  ligeira em seu andor
Num ilimitado e doce abraço, aceito as rosas, aceito os espinhos
É inegável...  Depois do torpor, a vida renasce!
Nobre e altiva, segura nem vacila, tal estrela cintilante, minhas passadas vem alumiar
Recebo os beijos do vento, as carícias das marés, o afago perfumado de um sonho naufragado
E nesta viajem embarco numa miragem, escuto o  hipnótico ode de uma sereia 
Deliciosamente deixo-me embalar por melodiosa canção
Abraço a vida...
E em silencio... apenas respiro contemplação 


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Hoje...

Hoje...
Rompi as cordas que me amarravam à dor
Libertei-me da mordaça, já parei de gritar!
Despi-me de memórias que me estavam a cegar
Entre alvoradas e o crepúsculo travei batalhas perdidas
Brotei lágrimas por sentimentos falidos e de tristeza andava tolhida
No limiar da nostalgia... quebrei promessas...e a resposta encontrei...
Sem reticencias, virgulas ou interrogações...
Então decida...ergui minha força e calei  minha voz
E na calmaria do mar ao  sol poente, curarei cicatrizes definido directrizes 
Que a vida é obra perfeita e de a viver eu fui eleita e a mesma corre veloz
Furtarei as vestes à felicidade, aprisionarei o meu sofrer, roubarei a chave da alegria e sem ilusões...
 Preparada estou para a vida viver



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ao cair da folha...

Ao vagar de cada passo desolado
Caminho sem pressa num tétrico deambular
Em letargia, sem magia.. como por encantamento me deixo andar
Prendo lágrimas de mágoas que caminham comigo por trilhos de fráguas
Em tal tristeza de vida insatisfeita, caminho apática sem luz sem candeia
E no meu singelo passar, ao compasso do pulsar do meu coração
Escuto o crepitar das folhas secas, solitárias, sem piedade lançadas  ao chão
Meu olhar percorre o caminho e nesta viagem procuro meu trilho
Sofro...e na tristeza me detenho...desnorteada busco meu tecto... 
Num lampejo de optimismo, enterro meus desafectos e  mais uma vez abafo meus ecos.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Aprisionada


Vida aprisionada, sem cor, sem sabor, sem nada...
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Imaturo ser, bucólico inocente 
Noites ao relento no escuro do firmamento
Em noites sem luar que lhe pudesse iluminar
Procurava em vão...a alva tonalidade d'alma danificada
Sentia-se bicho abandonado, desprezado... num caminho inverso indesejado
Tomada por prostituta em casta virgindade, saboreava o azedo sabor do mal
Num desmedido desespero, encobria a dor num sorriso angelical
E numa vida de faz de conta, orava com fervor
Pedindo ao Senhor, que afastasse os abutres que sua carne queriam provar
E continuava rezando pedindo uma maleita para lhe desmemoriar
Retalhos de uma vida desfeita...
...Por quem por direito,  muito a deveria amar...  


Ausências

Um dia irei colher frutos dos sonhos que semeie
Não sonhos de amor e afectos
Esses já desacreditei
Sonhos de esperança e confiança
Sonhos de quem já se cansa, de esconder o seu sonhar
Sonhos de saudade, de verdade...sonhos sem filosofar
Vou acreditar que tal borboleta também eu irei voar
Sem mapa ou bússola, com asas rendilhadas em fraco esvoaçar
À ausência de vida este voo me irá levar
E nada irei sentir e nada irei notar, seguirei sem medo este voo que me conduz
Sem grito descontrolado, sem entusiasmo ou embargo
Cansada de viajar, sem sois, sem mares, sem bem-querer...
... Devolvo o meu lugar







Cansaço...




Não é apenas tristeza, é cansaço...
Desta vida de mentiras
Em cada luto que faço
Revivo lembranças guardadas em silêncios finados
Não tenho balança que pese meus ais
Tenho medos envenenados
Por negras nuvens, primaveras sem flor e verões sem frutos
Tenho firmamentos de pedra que pesam demais
Tenho alucinações que ofuscam meu olhar
Queimei ilusões que me estavam a cegar
Não tenho tradutor para o meu penar
Mas já não importa...ninguém o quer escutar...
Respiro devagar e no silêncio do meu âmago 
Um mundo de paz e luz quero inaugurar
Criarei meu próprio dialecto, onde ninguém o possa aprender
Viverei nesta estranha mutação, aspirando com resignação
O sofrimento, a angustia e a dor, venham a perecer
E sem culpa, sem desejo ou paixão
Em corpo frágil feminino de mulher entontecida
Viciada em dor como em droga cocaína
Apaziguo a alma  e aguardo  guarida 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Seguindo Horizontes




Espreita  o sol carinhoso
Enviando-me afecto ao meu passar
Sigo seus  horizontes e  próximo me vou abrigar
Tranco as portas da angustia, abro janelas e deito a voar
Lágrimas que teimosamente não param de rolar
Desnudo meu coração aos raios do sol poente
E na sua nudez sonho silenciosamente
Dos meus olhos ainda escorrem martírios alimentados por delírios
Pacientemente nada peço, apenas espero que os raios de sol me venham mimar
E resgato afectos  emergidos em águas  rancorosas... e sussurro baixinho
Retornem a mim sonhos meus... que ainda não perdi a capacidade de sonhar
Sonhos sem fantasia onde me possa reencontrar
Atravesso pontes de discernimento reconstruidas
Mergulho em alvas vagas  espumadas de alegria
E sem mágoa ou remorso recomeço
O trilho da vida que me espera pacientemente sem julgamentos


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hoje tudo me dói...

Hoje tudo me dói...
Dói-me a incompreensão de palavras escritas
E o oculto  do que ficou por dizer
Dói-me as rejeições que recebi
Mais as que concebi  por não saber viver
Dói-me  o desprezo, as desilusões
As indulgencias, o desabrigo, o desamparo
A orfandade, a insensibilidade, a negligencia 
De não amada ser  por quem tinha esse dever
E assim me transformou neste miserável ser
Hoje tudo me dói...
Dói-me ecos de silêncio trancados em meu peito
Não ter vivido  por  incapacidade ou cobardia  tudo a que tinha direito
Dói-me a falsidade de palavras ocas sem razão
Lançadas como flechas molestando meu coração
Hoje tudo me dói...
Dói-me o acreditar num ser humano sem compaixão
O incompreendido argumento do avesso e do direito da razão
Razão... quem sabe onde pára a razão?
Dói-me o conformismo nas horas de aflição
A raiva amordaçada, a mágoa abafada a amargura que gela meu coração
Hoje tudo me dói...
Doem-me julgamentos equivocados injustos mal-formados
Dói-me o que fui e o que queria ser
Doem-me as lágrimas que queimam meu rosto
Dói-me este  doce amargo sabor a mosto
Dói-me ser "deletada" como carta rasgada
Sem embargo ou compaixão
Hoje tudo me dói...
Frágil vulnerável... dói-me decifrar ensinamentos
Neste amplo livro de ilusões lotado de sonhos, por mim registados
Cega de dor numa vida sem cor os quero rasgados 
Hoje tudo me dói...
Dói-me a hora da partida e da chegada
Despida  de esperança e coragem apago emoções e não desejo mais nada
Hoje tudo me dói...







segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Inutilmente




Inutilmente...
Inutilmente busquei amor vadio
Anestesiando insaráveis feridas
Fantasiando suprimir carências vivas
Inutilmente...
Inutilmente busquei meu rumo
Em afectos que nunca vivi
E na calada da memória
Mil dores omiti
Inutilmente...
Numa ilusão fugaz de sonhos de mulher
Inventei momentos de beijos estagnados
Vigilante desperto p'rá imutável veracidade
Vislumbro como é inútil
Este tudo que não é nada
Na dor de desejos cegos
Saboreio a tortura de uma vivência inacabada

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Basta!

Basta!
... De uma vida de faz de conta
Vida tépida incolor de sabor a sal
Feita de quimeras sonhos ou ilusão
Adubados de falsos afectos
Onde germinam a dor e o mal
Basta!
De caminhar por tapetes de inútil esperança
De verdes descolorados sequiosos de viver
Uma tela colorida numa pintura abstracta 
Onde o cinza e o negro não possam habitar
Amor, felicidade e paz quero nessa tela pintar
Basta!
De ensaios neste palco da vida
Não quero mais uma vivência fingida
Basta! Basta! Basta!
 Sequem-me as lágrimas por Deus vos peço
Fecho os olhos não quero ver mais 
Minh'alma transborda de dor
E sem rodeios confesso; já não suporto meus ais



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Solidão


Enxergo o que de nós restou...Nesta sofrida jornada por  fim 
Amor  infecundado numa esperança abandonada
Canções esquecidas, retratos e palavras rasgadas
Dois seres vazios, duas almas separadas...
Dois corações fustigados, abandonados, maltratados
Enxergo o que restou, de um sonho que começou numa tarde cálida de verão
E... tristemente entendo...de nós apenas ficou recordações e solidão.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Seres Alados


Bendita vós seres alados
Que livres voam por espaços divinos
Em terno enlevo decobrem o mundo
Na amplidão de alma pura
Em viciado deleite de flor em flor
Embriagam-se de amor
Desconhecendo  o sabor do pecado imundo

domingo, 20 de outubro de 2013

Existência



Em cada dia senti o pulsar da vida
Palmilhando caminhos direitos ou às avessas
Numa jornada sem pressas
Por hoje...Pintei minha vida de mil cores
E no limiar da nostalgia roubei a chave à alegria
Bendigo meu nascimento; lambendo as feridas do dia a dia
Deixei-as dormindo uma a uma...e hoje; só por hoje...
Não faço... nem espero... promessas

Amigo...



"Autor Desconhecido"

O doce sabor da amizade

 Para visualizar, clicar nos links por favor


Amigos fazem-se sentir presentes mesmo que ausentes...
Todos vós me fizeram sentir especial neste meu dia. Com as vossas palavras, com os vossos mimos, com um tão doce   // Beijo doce de ...PARABÉNS!// ....A minha vida  ganhou cor....Grata e feliz por vos ter em minha vida.
Obrigada!!!!

Apesar de guardar neste meu cantinho apenas alguns dos presentes que recebi de vós. Todos!! estão aqui representados TODOS!!!





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Beijo doce de...PARABÉNS!!!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Confiança



Como é simples e maravilhoso conviver com os "irracionais"...

Cansei...



Cansei de guiar-me á luz de um Deus maior descompadecido
Limar arestas almejando a perfeição de uma vida insipita e sem cor
Usar máscara de sorriso ocultando a dor esperando um paraíso desconhecido
Cansei travar  gestos e palavras pra não ferir, cansei de  ler/escrever  nas entrelinhas
De  pintar minha vida em tela alva e fria,  onde fontes de beijos e abraços  
Secam desprovidos de desejo e de desenlaçados laços
Cansei sentir meu chão fugindo de mim e de uma vida não regada
Jamais provar o fruto de uma árvore por mim nunca semeada..

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Só...



Hoje, num impulso de agonia e dor lancei ao mar  doces recordações..Todas!
Entre imagens, palavras beijos e canções reavivávam negras ilusões
Hoje, aqui esquecida em dor afogada já não espero mais nada