quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

7/2/2012

Saltei muros transpus barreiras
... Sentada num cantinho do meu coração
Derrubei a tristeza pisquei o olho á alegria
Olhei-me espelhada em meu reflexo
Extasiada sem falsear
Encontrei minha direcção
 
6/2/2012

Celebro a vida
... Converto-a numa chama de felicidade
Saboreio cada momento
Lentamente muito lentamente
E num mágico equilíbrio
Sigo o bailar da chama ardente
E nela semeio doces emoções
Sussuro ao meu ouvido
Mil maneiras de bem me querer
Com avidez celebro a vida
E ascendo labareda renascida.
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012



5/2/2012
Sob véus de cetim me deito
Desfaço minhas revoltas solto meus ais
Tenho o sonho como conforto
A força que me impele como conselheira
E nas ondas do pensamento
Abafo meu fraco grito
Permaneço deliciada extasiada
Em ausente melancolia
Saciada e já vencida
Louvo ao Criador a guarida
4/2/2012
Aqui...
Onde já não chega nada
Nem fome nem sono
Nem sonhos nem alegria
Nem o alumiar da esperança
Nem gloria nem agonia
Aqui...
Na morada do silêncio
Onde habitam abraçados
O amor e a poesia
Revivem sonhos velados
Pela neblina espalhados
Pedem ao tempo, tempo emprestado
Nas noites que passam num lamento
E na lassidão do fastio
Escutam o passado
De um tempo já bafiento
Aqui...
Na penumbra do espaço
Mora a espera infecundada
Gemidos sofucados
Rasgam o silêncio desta morada
E ninguém já mora aqui
Aqui...
Moribundos... Entorpecidos
Num entardecer de sol poente
Adormecem para sempre
Dois amores envelhecidos

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

3/2/2012

Lugar de silêncio
... Esplendor de luz
Mistério de escuridão
Pureza de água frescura no ar
Terra fecunda campo de sonhos
Lugar de silêncio lugar encantado
Maravilhoso viver
 

2/2/2012

Vida afogada na lama
... Desperta pelo ir e vir da maré
Imobilizada camuflada paciente
Esperando outra maré persistente
Vida esquecida adormecida
Vida fostigada açoitada
Vida cativa...
Sucumbida

1/2/2012

Vida vazia de espinhos cravados
... Sem bruma sem cor só dor mais nada
Perdura inquieta sem nada esperar
Num tempo que passa sem nunca passar
Permanecem lágrimas inertes suspensas
Roçam memórias em trevas densas...

31/1/2012

Deitada em folhas envelhecidas
... Adormeço num sono tranquilo
Sonho...
Sinto o calor da tua mão
O teu olhar velando por mim
A doçura do teu regaço
Esqueço o sabor amargo da solidão
E volto a ser menina

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

30/1/2012


Agradeço

As lágrimas os sorrisos
A dor passada a dor presente
A solidão os amigos
O amor o afecto
A familia que tenho
A que nunca tive
O sol a chuva a lua
A ventania o arco-íris
A desilusão a decepção
As vezes que caí e me levantei
Os erros os acertos
Os sonhos que sonhei
Ilusões quimeras utopias
Que distraidamente fantasiei
Agradeço cada instante
Cada sorriso cada gemido
Cada choro cada lamento
Agradeço o sofrimento
Agradeço a vida naturalmente
Porque
Me encanta simplesmente

      © Ana Sousa Simões 

                                         29/1/2012                                        

Hoje,
nem a sombra do que há-de vir,
nem os mestres, nem os amigos, nem os livros,
nem a fragilidade dos meus pés
feitos de barro e cansaço!
Todas as minhas revoltas domadas,
todos os meus gestos em meio
e as minhas palavras sufocadas
terão a sua hora de viver e amar!
Hoje,
será a mais bela noite do mundo!

Fernando Namora, in 'Mar de Sargaços'

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


28/1/2012


Percorremos trilhos
Caminhando lado a lado
Num secreto silencio
Por sussurros quebrado
Atravessámos fronteiras
Derrubámos barreiras
De corpo e espirito unificados
Nuvens densas cobriram a lua
O vento soprou forte e tudo levou
Na magia do luar nosso enlace se fortificou
Tua presença tua voz teu toque
Infundem em mim segurança
Penetro na tranquilidade e mergulho nesta paz
Envolvida pela suave brisa
Penso, analizo...Não falo
Na discordia ou em harmonia
Hoje e sempre somos uno
E de mãos entrelaçadas
Confiantes no futuro
Com amor
Seguimos nosso rumo

27/1/2012

Numa sociedade cada dia mais egoísta
Onde ímpera a actual conjuntura económica
Onde vinga a discórdia, o desemprego, a pobreza...
Caminhamos por ermos lugares
Despovoados de sentimentos
Falamos para maquinas, falamos para nós mesmos...
E, nesta ausencia de contacto
Debatemo-nos com os nossos "eus"
Combatendo incesssantemente
O monstro que se tornou esta sociedade em que vivemos
Lutamos, batalhamos, esforçamo-nos...
E...Constatamos
Vivemos num mundo louco
Sobrevivemos...
E... Rendemo-nos á loucura
 
 

26/1/2012

Há momentos na vida em que nos deveriamos calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a linguagem não expressa e há razõeses que as palavras não sabem traduzir

" Desconheço o autor"

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

25/1/2012

Na tepidez de um final de tarde
Sinto a carícia de uma brisa suave
Rendo-me á magia do momento e me sento
Confiando ás letras meu estado de alma
Perdida entre pensamentos divergentes
Inriquieta mas consciente
Sigo o caminho que se diz coerente
E assim confiante e de alma lavada
Sigo determinada a minha estrada
 
24/1/2012

Espero o voltear de uma borboleta
Que abre as asas no espaço
E esvoaça livremente no céu
 
23/1/2012

Prisioneira de tempos esgotados
Que cismam permanecer
Destroços sofucados
Sentimentos magoados
Que o coração teima não esquecer
Entre lágrimas e silêncios
Entre gritos abafados e absurda letargia
Renego a veracidade
Rendendo-me ás falácias da vida
Prossigo serena em doce melancolia
E com ousadia
Expando saudade da vida que não vivi
 

22/1/2012

Bem sei que todas as mágoas
São como as mágoas que são
Parecidas com as águas
Que continuamente vão...
Quero pois ter guardada
Uma tristeza de mim
Que não possa ser levada
Por essas águas sem fim

"Fernando Pessoa"

21/1/2012

Homem- Pedra. Rei dos rochedos
Escultura do vento no tempo petreficado
Dizei-me o que avistais
Que segredos guardais
Contai-me devagar que não tenho pressa
Sento-me na fresca areia e início nossa conversa
Sonhos velados de casais enamorados?
Corpos bailando ao som do mar?
Amantes desnudados á luz do luar?
Que maravilhas me contais...
Homem-Pedra. Rei dos rochedos
Fortificado imortal tal ícone celestial
Resguarda minhas inquietudes
Meu sofrer minha dor, meus ais
Guardai-as por mim guardai-as
E a ninguém...A ninguém as contais

20/1/2012

Nesta suave traquilidade
Onde me sinto cativa
Mutilada tolhida apertada
O silêncio burila minha angustia amordaçada
Nestas brumas marítimas
Flutuam sonhos suspensos
Sonhos que nada foram, já nada são
E nunca serão...
Nada mais...Só sonhos e solidão
 
19/1/2012

A preciosidade mais valiosa
Está em nossas mãos...
Quer seja uma flor, a delicia de uma carícia
O abraço caloroso de um amigo
A neblina matinal na vidraça
O sabor de um beijo que nunca passa
Um coração ardente de amor
O esvoaçar de aves na alvorada
Ou a nossa simples almofada...
Agarra com garra essa raridade
Não deixes fugir a banalidade
E descobre a forma mais autentica da felicidade