domingo, 6 de janeiro de 2013



De saias rodadas
E meias rendilhadas
Dançam com alegria
Cultura Portuguesa 
Que a todos contagia


Metade de mim 
É fruto maduro 
De suco já gasto
É dia nebuloso
É prado sem repasto
É mágoa é carência
É coração maltratado
Cansado de um mundo
De justiça já gasto
Outra metade
É Primavera a desabrochar
É bem-estar é amor sem dor
É riso solto de criança
Que retém a esperança
É inocência sem ambição
É clemencia é  perdão
É montanha escalada
É felicidade sem devolução
É o volteio de uma dança
É tempo de festança
E o sabor delicioso
De uma vida inacabada


O destino é:
Tal bolas numeradas e coloridas
Rolando em nossa vida
Sem vacilo ou compaixão
É um jogo de sorte ou azar
Sem lei nem comiseração
O destino é:
O sábio ancião e o tétrico vilão...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


31/5/2012

Numa madorna débil 
Num gemido inocente
Corre um pranto inútil
Que em mim se instalou
Leva meus sonhos... A corrente
Segredando à grama minha dor latente
Ligeira sedosa de subtil beleza
Desliza fresca e potente
Leva minhas lágrimas
De uma amarga maldição
Que  minha vida albergou


30/5/2012

Minha alma  está perdida
Em minha mente doente
Revolta e amargura frenéticas
Rodopiam alegremente 
Um tumulto de palavras aprisionadas
Penetram minha garganta 
Como espinhas encravadas
E nesta escuridão sem razão de ser
Minha alma está  perdida
E vagabundeando sem rumo
Esqueceu a magia que é  sonhar
Desalentada, alienada ergo meu olhar
Vejo em Ti a luz do mundo
E almejo desesperadamente a Tua mão
E uma doce tranquilidade 
Penetra meu coração
Rendida sigo-TE  sem temer
Eternamente grata, bendigo a felicidade 
Que é Viver


29/5/2012

Nestas águas mansas
Nestes recantos de beleza incomparáveis
Escuto o silêncio
Olho mais além e sinto-me tão bem...

28/5/2012

A vida é um rio...


27/5/2012

Em danças e canto
De um tempo atrás
Me deleito e encanto
Em doces lembranças 
Que o mesmo me traz


26/5/2012

Cheira a mosto
Suco de uva
Que a muitos dá gosto


25/5/2012

Mergulho contigo Lisboa
Num informe labirinto 
Estrelado e cintilante
E assim permaneço
Tranquila e confiante


24/5/2012

Vou escalar  montanhas
Supera-las e vencê-las
Subir ao pico mais alto
Enfrentar nuvens e ventania
E lá...No alto compreendo
Que em cada subida
É apenas o começo
E a vida é vivida dia após dia


23/5/2012

 Não basta seguir
 Não basta lutar
 Não basta sorrir
 Não basta chorar
 Sonhar é preciso, e acreditar
 Que a vida não passa
 Sem amor nos dar
 O amor impera
 Na vida de um ser
 Como luz e sombra
 Como sol e luar
 Mata-se a dor sofrida
 Escala-se os caminhos 
 Escarpados da vida...
 E nesta subida de fantasia
 Sinos telintam de alegria


22/5/2012

Procuro em teu reflexo
O paraíso esquecido dentro de mim...


21/5/2012

A vida são pequenas sementes
Vividas uma a uma individualmente


20/5/2012

Ora a subir
Ora a descer...
Num espaço escasso
Sem tempo definido
Num lugar limitado
Assim é meu fado


19/5/2012

Ei-los fustigados em lama sufocados
Sob o sol poente...Silenciosamente
Ei-los
No mistério da escuridão morada da solidão
Tristes sós  amargurados
Ei-los
Na placidez do momento 
Extasiados se deixam acariciar
Pelos dedos de Deus 
Que docemente os vêem beijar


18/5/2012

Linhas da vida...


17/5/2012

Depois da dor
Onde o tempo acrescenta sapiência
Subtraio o passado
Adito sonhos ao futuro ainda incerto
Cego meus olhos à memória
E ordeno ao presente
Viver em abastança glória


16/5/2012

Corres farta e cristalina
Fonte de vida...


15/5/2012

Vida anilada sem azedume
Vida sem amargura
Vida sem dor
Vida sem lágrimas de sabor a sal
Vida adoçada de riso e amor
Vida sem fel
Vida com sabor a mel
Vida perfumada a rosas e jasmim
Doce vida que desejo p'ra mim