terça-feira, 15 de novembro de 2016

Saudade




( Imagem da NET ) 


Tenho uma caixa de origami 
Feita de papel de cetim 
Onde guardo saudades tantas
e as desencapoto  só pra mim 
Sigo encenando sorrisos  numa controlada  quietação 
que manda a sensatez, oculte meu sentir...
e á algia diga não 
Numa dor-saudade sentida... na demasiada nostalgia de lembranças várias
Guardo  em meu  secreto imo,  regalos de  soberba recordação
E no entre-pensar  de te ter e não te ver
Se de dia te recordo ... a noite traz-te a mim
E o sono intermitente, queda-se irrequieto  a hibernar
No mesmo,   embalo lembranças , afago-te na inolvidável minuta iluminada
Vislumbro ecos que minh'alma  tocam
E na cicatriz da memória, me torno viajante 
Nesta demente  insanidade alucinada
E quero ser tanto e não sou nada...

© Ana Sousa Simões