sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Alienação



Perdi-me num tempo que passa por mim paradoxo em absurdo desatino
E tresloucada, assim vagueia  desgovernada, minha mente sem governo
Sinto-me irreconhecível meu coração é bílis apodrecida
 Minha boca,  um azedume que sabe a fel e por um um quase nada vocifera  em histeria 
De tanto padecer perdi-me por ruelas de angústia e martírios
Entre remorsos, pesares e arrependimentos, congelei sentimentos sadios
E lágrimas cruéis escorrem como cascatas, gelando meu rosto e congelaram meu coração
Meu sorriso atrofiou,  minha doçura amargou e minha sanidade  chegou ao fim
Fraquejando vou tombando e levanto-me... sucumbo a auguro de algum feitiço ruim
Dói-me a mente, doí-me o corpo, doí-me o coração
Na grande roda da vida, embarco numa viagem fantasiosa
Subo trepadeiras de ilusões quase desfeitas
 Balanço em impulsos de emoção em correntes imperfeitas e  nelas busco protecção
 Aos Deuses  em  que já não creio, desesperada rezo com fervor, 
Sejam de ouro os enlaces que me estão a estrangular, ofereçam-me algodão doce ao invés de amargas dores , suspendam este meu estado bipolar, quebrem meu desassossego
Que na paz da brancura de uma folha de papel,  repousem meus dilemas.




2 comentários:

Ana Pereira disse...

Boa tarde
Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
http://almainspiradora.blogspot.pt/

Ana Simões disse...

Bom dia Ana.
Peço desculpa pelo atraso da resposta, mas nem sempre consigo vir aos meus blogs...Passarei sem dúvida. Não hoje... mas passarei sim!!
Beijinho.