quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

É Natal



São de esperança e luz os dias que se aproximam
Nasceu menino Jesus, em palhinhas deitado 
Vinha trazer justiça, a este mundo vandalizado
Trazia com ele amor e paz
Não haveria nem escravo nem rei
Nem choro, cruz ou triste fado
Só justiça e igualdade
E o bom homem, sedente desse néctar divinal
Cantava hinos de louvor, num tom angelical
Orando e almejando, o justo mundo por ele imaginado
Porém...
Em noites e dias banhados de ambição e euforias
O homem, por ganancia o mal venera e de sangue banha a terra
E em copiosas heresias, são vividos, em vão, os dias...
Que passam impregnados de maldade e injustiça
Então...
Nesta época, façamos de Pai Natal ou de menino Jesus
Ampliando estes dias, distribuindo iguarias, doces como o amor
Evitemos pois
Os excessos de maldade e ostentação 
Oferecendo afectos, sorrindo. ao amigo e ao inimigo
E a todos estendendo a mão
E num justo equilíbrio, em sã modéstia num servilismo  de amor sem obsessão
Cuidaremos um do outro, como quem cuida de um irmão
E eis que..
Ao longe rufam tambores,  anunciando com alegria
No homem...
 Jesus renasceu em nome de Deus
E sua mãe é Virgem Maria

© Ana Sousa Simões



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Jornada Indesejável


Sinto-me só... sei que não o estou mas sinto-me
Minto... sei que não devo mas minto
Componho sucessivamente a máscara que vai descaindo 
Invento alegrias, finjo sorrisos, mas em meu rosto correm lágrimas indesejáveis 
Em  noites mal dormidas, vagueia minha mente, sem rumo,  em debandada confusão
Meus lábios se cerraram... e guardam a raiva, a tristeza, a saudade e segredos meus...
Meu corpo insubmisso se nega a levantar
Instável, caprichoso despreza meu desejar
Meus nervos não reagem... minhas forças minadas de dor, observam de camarote minha letargia
Bloqueando vida, à minha alma sequiosa de viver
E nesta demanda, vive aprisionado meu coração em espinhoso degredo
Adiando promessa admitidas... ainda assim não esquecidas
Excomungo meus ais e expulso augúrios para lá do sol posto 
Certa que ... nem a morte quebrará este meu bem-querer carinhoso
Pergunto ao meu eu, envolto em gemidos
Por Deus... porque não sossegas?
Liberta-me esfaimado predador...Ainda que ha-ja trevas em meu redor
E seja minha glória comedida...
Permite-me viver!

© Ana Sousa Simões 



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Inocente Pequena


Ombros caídos, rosto pendente
Triste olhar de quem já nada sente
Lá segue caminho a inocente pequena
Ignora o vulgo que seu penar ampliou
Exclui enfados de tuta e meia
Decidida a viver num todo a vida por inteira
Caminha em fatal cegueira...
A inocente pequena
Aos poucos, vai despindo as vestes do acanho
Sem cerimónias, mas subtil, faz-se ao caminho do carinho
Na espera que num impulso, a vida apure sabor e cor
E na transparência da sua nudez 
Em ébrio devaneio falseia... e sente-se dulcineia
Desperta a inocente pequena
Num fétido odor de quimeras mortas
Olhos roxeados de fundas olheiras
Derramam lágrimas a troco de beijos
Esvazia o coração em doces solfejos
A inocente pequena...menina mulher...
Uma tristeza imprecisa devora-lhe a alma
E num vaguear incerto sente-se só
De arrojo veste sua alma, carente de afagos
Percorre a calçada compassada... ao findar de mais um dia
E no seu humilde linguarejar confessa
Em ti confio...Poesia !

© Ana Sousa Simões - 2015 






domingo, 1 de novembro de 2015

Porquê's


Perguntei à noite que levou o dia o porquê de tanta agonia
A noite passou sem resposta e o dia chegou num manto de pranto
Pela manhã de mais uma noite acordada
Coloco a mordaça da aceitação e abafo a raiva, a revolta a dor
E sou incompreensão
A lua tombou e só me restam lágrimas que por ti choro
até ao raiar de soltas madrugadas
Pergunto ao tempo o porquê do Passar e não Ficar
E o tempo passa descompassado, apressado sem ficar
E num triste lamento compreendo...
Faço as malas sem limites de carga
Na bagagem guardo passados de amizade, euforia, alegria e muito amor
No presente, carrego paz e dispo-me de quaisquer sentimento poluente 
Para o futuro, carrego a nudez do imprevisto... com a certeza que tudo passa sem ficar
E quando minha alma fraqueja e de dor meu coração lateja 
Regresso a um passado não agendado
Revolvo a mala, revivo memórias, relembro estórias e faz-se magia
E assim...
Ancorei os porquês numa ilha esquecida
Lancei as dores num barco á deriva
E na espuma de um beijo que morre na areia... sinto-me inteira
E volto a ser presente. 

© Ana Sousa Simões 



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não me Peçam Silêncios




Não  me peçam silêncios

Pois...

É nas palavras que  escrevo...
Que abafo a dor, abraço a alegria e louvo a vida
É nas palavras...
Que desnudo minh'alma, tranco lamentos e liberto sentimentos
Descanso meus cansaços e eternizo momentos
É nas palavra que meu sorriso aflora e minha ternura mora

Enlaçam-me as palavras... minha  doce melodia
Quando  meu coração alucinado chora baixinho
Neste mundo que é só meu...
Pois..
Meu caderno é meu palco onde a assistência me olha sem me ver e me lê sem me entender
E eu...
Eu sou a caneta que vai bailando ao compasso  do pensamento em cândida inocência
E neste desconcertante desvario
Reencontram-se em chão macio, murmúrios de fantasia e de verdade
E  nesta escrita indecifrável
Entre rabiscos de mel e fel
Vagueia peregrina 
Uma caneta bailarina.

© Ana Sousa Simões




terça-feira, 20 de outubro de 2015

Dia Dourado




Hoje o sol brilhou para mim, dourado como só ele
Dos céus me enviou memórias de encantos tamanhos
Sem rasto de dor, lamento ou pranto
Somente doces momentos de amor e encanto
Hoje, abraços e beijos me envolveram em suave dança
E dancei... douradas lembranças de tempos meus
Hoje, o dia cheira a flores campestres...
E sinto o delicioso "silêncio" de um bosque verdejante
São de luz os seus trilhos e sinto-me amada...
E numa esperança renovada 
Caminho ávida de vida
Frenética em insaciáveis  passadas 
Sem desvios ou distracções que a vida vai ficando gasta
Vou atrasar o calendário e os relógios desligar
Abraçar o universo, deixar uma  estrela me beijar
E... num voo casto, sonhos aprisionados irei  liberar
Descobrir horizontes longínquos e adiar a partida
Porque hoje...
Marquei encontro com a Vida !




                                                         © Ana Sousa Simões - 2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Alienação



Perdi-me num tempo que passa por mim paradoxo em absurdo desatino
E tresloucada, assim vagueia  desgovernada, minha mente sem governo
Sinto-me irreconhecível meu coração é bílis apodrecida
 Minha boca,  um azedume que sabe a fel e por um um quase nada vocifera  em histeria 
De tanto padecer perdi-me por ruelas de angústia e martírios
Entre remorsos, pesares e arrependimentos, congelei sentimentos sadios
E lágrimas cruéis escorrem como cascatas, gelando meu rosto e congelaram meu coração
Meu sorriso atrofiou,  minha doçura amargou e minha sanidade  chegou ao fim
Fraquejando vou tombando e levanto-me... sucumbo a auguro de algum feitiço ruim
Dói-me a mente, doí-me o corpo, doí-me o coração
Na grande roda da vida, embarco numa viagem fantasiosa
Subo trepadeiras de ilusões quase desfeitas
 Balanço em impulsos de emoção em correntes imperfeitas e  nelas busco protecção
 Aos Deuses  em  que já não creio, desesperada rezo com fervor, 
Sejam de ouro os enlaces que me estão a estrangular, ofereçam-me algodão doce ao invés de amargas dores , suspendam este meu estado bipolar, quebrem meu desassossego
Que na paz da brancura de uma folha de papel,  repousem meus dilemas.




terça-feira, 25 de agosto de 2015

Eu, tu e um pacto

Hoje quero falar de dor e amor
Dor deliciosa, dor benigna, dor que gera vida
Hoje mais do que nunca quero aninhar-te me meu colo
Semear meiguices de ternura e transformar tais gestos em prendas de amor
Para mim, sempre menino, hoje quase homem, ou serás tu já um homem e os meus olhos cansados
 aliados a um  iludido coração não mo deixam ver ?
Mais um ano passou e tombam por terra presságios envenenados 
E sonhos voam céleres, invertendo o destino
Das tuas mãos esguias brota arte, do frágil coração, amor
Sem traçados intermitentes, ou linhas do limite
E não desenham  tristes vielas que o tempo encerra
Ao invés de...
Transpiram talentos em noites despertas
Semeando com destreza arte por inventar 
E eu ..
No limiar de uma lágrima pendente, rendida à emoção
Assumo sem vacilar meu pecado de vaidade
Ostentando sem humildade, meu orgulho por um filho tão amado
Um dia serás meu encosto meu bastão, em dias meus de horas já mortas
Aí, devolvo ao mundo dilemas, desfaço-me dos meus prantos, dos meus ais
Ao longe o presságio se desvaneceu e não me incomoda mais
E quando um dia minha vida esmorecer
Humildemente, farrapos de existência aos deuses irei suplicar 
Para renascer num éden ansiado
Unicamente para te amar.

Ana Simões
( Grafite numa parede de Vitoria - País Basco - Espanha )




terça-feira, 4 de agosto de 2015

Reforçando Amarras

Passo a passo, pé ante pé... se constrói o caminho, uma vida a dois
Ao vagar do tempo, com sapiência, percepção, luz e razão 
Modelando as guerrilhas com paz, pincelando de amor o coração
Viciada em utopia, renego  a sonhadora que há em mim
Fujo à fantasia  da ficção, do ... felizes para sempre ...
Liberta de ilusões, arrogância ou orgulho, perdoo teus gestos descuidados
E tu... alguma palavra impensada  que da minha boca saia ligeira 
E é neste quente silêncio, em que o sol beija as águas límpidas
Que me rendo. E nada mais peço, nada mais quero... apenas tua sou
Que o tempo passa ligeiro... ora entre rosas e espinhos, ora entre prantos e risos 
E nestas alternâncias sem reticências, nestas mutações mais que perfeitas
Ignorando a extensão da jornada, reforçando amarras
Permanecem juntas duas almas imperfeitas

Ana Simões  



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ser mãe

Mãe não é só ventre que carrega e pare com dor 
Quem amamenta ensina e dá amor
Mãe é todo que ama sem descriminação
O negro, o branco, o rico e o mendigo
O amigo, o desconhecido e até o inimigo 
É quem em rumo certo cativa do mesmo modo a criança e o ancião
o mesmo que nos põe no peito, o amor a descoberto
É sorriso espontâneo, conselho sábio e franco
Mãe é abrigo e evasão
É rebento germinado que a chuva prazenteira a vida facilitou
É doce bálsamo de casto afecto perfumando minh'alma de afeição
Mãe é a natureza onde reconhecida eu me deleito
É a felicidade imensa, sentida num quase nada
Mãe é amor à deriva que continuadamente busquei
É desamor naufragado à muito esquecido em praia ancorado 
Numa busca vã em alvas manhãs de alegria
Chamam por mim vidas de calmaria
E nesta pacatez, onde já nada espero e nada dou
Abafo meu grito e sou aceitação

Ana Simões




quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sorrisos

Quero sorrisos de mil cores
Tais campos enfeitados de flores
Sorrisos amplos, abertos e brilhantes
Sorrisos que me façam renascer 
fuzilando meus prantos
Quero sorrisos de diálogos articulados
Que me falem de vida, de cada instante, de amor
da morte do renascer, de poetas a vercejar
Quero sorrisos esculpidos de ternura em alucinante rotação
Apenas para sentir a carícia de um sorriso à deriva 
Espalhando amor e paixão 
Quero sorrisos alegres, estonteantes que me façam sorrir como d'antes
Quero enxergar que a desgraça não passa de uma trapaça
E na ilusão de um sorriso, sem travão, sonhos sonhar
E descarrilando  vou sorrindo com o coração
Finalmente...
Quero sorrisos rasgados, latentes, insanos, desmascarados
Queimando de desejo num manso crepitar minh'a alma embriagada
Na urgência de plasmar de sorrisos o azul celestial
Volvo a sorrir, com alma de menina acreditada
E na ausência de lágrimas, sorrio sorrisos de amor
Sem dilemas ou reticências abraço o mundo e sinto-me afortunada
Nesta utopia por mim imaginada 

2015 Ana Simões




quarta-feira, 15 de abril de 2015



METADE
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca; 
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada 
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta 
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso 
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria 
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada 
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ecos

Hoje, fizeste-me chorar... mas não te recrimines
São negras e amargas as dores, que sabemos, não mereces sentir 
Sentenças enlameadas, veem à tona sem premissas ou razão 
Em fileira alinhadas, de justiça estranguladas
Numa vida desalinhada, ferem o frágil coração
Hoje, neste choro há muito embargado
E neste despertar sem dormir... de repente tudo assusta
Nada mais importa...
Neste chão infértil num terreno baldio carente de horizontes 
Vou cedendo às certezas, sem certezas de nada
por fim, em insana alucinação, pinto de paz o cosmos e, sossego...
O destino está ditado, os dados foram lançados prontamente após o nascer
tudo que nos resta é viver, o instante, o momento. Sem azedume ou irritação
Apenas aceitação.
Nesta viagem... sofremos, rimos, choramos... 
saboreando o mel e o fel, a dádiva e a maldição
São vãos os ais e queixumes que inutilmente lamentamos
Então...
Vamos da vida fazer um festim, do inicio até ao fim
Desviando calhaus, caminhamos por campos perfumados de alfazema e alecrim
Num mar de risos e encantos, embebedamos o coração
Entre alegrias e prantos desvendamos a cor do destino
E seguimos caminho... Sempre unidas como dedos da mão. 

Ana Simões 



sábado, 7 de fevereiro de 2015

Monólogos




Meu coração é fogueira apagada, desvanecido de negras cinzas e escuridão
Olho em redor e vejo a vida de demónio mascarada
E quão injusta pode ser a vida...
E eu, de esperança quase extinta, agarro-me ao sonho factível 
Um silêncio agudo ecoa dentro de mim
Vai extenso o tempo... e perpétua um silêncio sem fim
Percorrem minhas veias caudais de desalentos
Neste caudal de algia, afasto a negra imagem e sou aceitação
Agarro sonhos embrionários e grávida de esperança
Volteio confiante no carrossel da vida
E ás cegas, numa espera sem metas, renego a dor
Embrenho  espada esperançada, derrubando o predador
E neste percurso de trajectos inconcrectos
Almejo viajar em asas de condor
Sinto-me. Fortaleza em dor mergulhada
Lágrima caída, esperança evaporada
Solidão, em nostalgia desesperada
Falseio o enigma...
E sou tela colorida numa vida inventada.

Ana Sousa Simões

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Carta nunca enviada....


 Hoje fui ao cinema.
 Aquele, onde habitualmente íamos...Como companhia, tive um enorme pacote de doces pipocas.
Não tão doces quanto tu... 
Fui ver o filme " Invencível"  Adorei!
  Ao longo do filme, foram muitas as frases de ensinamento, coragem, força e determinação... que li.
 Todas elas me davam força para continuar o caminho que separa a natividade da morte... 
A esse caminho, chama-se vida, a vida que tanto amo, mesmo com todas as vicissitudes, adoro viver. Como bem  o sabes e como ainda hoje, numa escrita atabalhoada mo disseste...
Preciso de te dizer tudo que sinto, mas não tenho esse direito... não te posso preocupar mais do que o que carece o teu estado, neste momento tão horrendo,  pelo qual nenhum ser humano deveria passar... Então minto-te... E tu mentes-me... e nestas mentiras piedosas, mora um lindo e nobre sentimento, que jamais, jamais terá fim. A verdadeira amizade. 
És um ser maravilhoso  e só por te ter conhecido dou graças. 
Prometo-te minha querida AMIGA, que  irei reger a minha vida por esta frase que hoje li diversas vezes, enquanto o filme rodava: / Se aguento, consigo! / 
Oxalá a mesma resultasse para ti...
Nunca visitas o meu blog. ninguém o visita.. e até prefiro assim... é o meu "amigo" secreto... o meu psicólogo... o meu canto... Precisava de gritar esta dor que mora em mim...sem que tu a ouvisses...
Este é o meu grito... um grito mudo para que ninguém o escute...

Outra frase do mesmo filme.

" Em toda a minha vida, eu sempre consegui chegar ao final da corrida" 

Chegamos todos ao final da corrida. Importante é saber caminhar! 

Beijo doce minha linda.