domingo, 29 de novembro de 2009

Tempo....que não espera....

Quero!!!!


Fotografar, pintar, escrever, passear, um livro ler...

Mas, e o TEMPO????

Esse, passa a correr

Quero, sonhar, meditar, música escutar, amar, dançar...

Mas o Tempo, passa sem cessar

TEMPO gatuno, de prazer de descanço

Por culpa tua, vivo a preto e branco...

Lamento de ângustia por tempo não ter

TEMPO!!! Dá-me TEMPO de VIVER!!!



Sempre haverá TEMPO

Um dia o vais encontrar

Como fruta madura

Quando a velhice chegar

Viverás sem horas marcadas

Cismando em primaveras extintas

Contando histórias repetidas

Corpo corruído, mente confusa

Sem lugar nenhum pra chegar

Sem inquitudes, sem pressas

Tempo de sombras, de memórias

Tempo de silêncio e solidão

No vazio do coração

Na monotonia de um olhar

Terás TEMPO, muito TEMPO

TEMPO para esperar...




sábado, 31 de outubro de 2009

SONHOS DE OUTONO

MOMENTOS




Quando o tempo passa
Ao ritmo de uma valsa
Numa rede sedosa
De conversas e diversão
Amizade e emoção
Sinto um secreto desejo de libertação
Quando passeando á beira-mar
A brisa corre suave
Aprazível e perfumada
Despertando ao meu olhar
Barquinhos pintados de todas as cores
Por gaivotas povoados
Sinto felicidade
Quando o sol desce no horizonte
Envolvendo num véu de bruma
Silhuetas apaixonadas
Mergulhados num banho inebriante
De ternura e amor
Sinto a fragilidade da solidão
Quando por caprichos da Natureza
O verde esperançado
Divinamente pintalgado
De amarelo, castanho e vermelho da paixão
Sinto como é doce passear
Numa tarde de Outono
Sonhando com os raios de sol
De uma tarde de Verão
Quando chega a madrugada
Tempo intermédio
Tempo frenético
Instantes de alegria
Pura euforia
O raiar de um novo dia
Ainda desconhecido
Tal folha em branco
Ou livro por escrever
Sinto a clarividência
De uma vida que passou por mim
 Antes de a viver.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Meu Presépio








 

...



Neste presépio á beira-mar, me deixo levar


E, volto a ser criança

Ouço gargalhadas vibrantes

O bater das ondas do mar

Vejo florescer os chorões

Papoilas dançando ao vento

Recordo, silhuetas afiladas correndo no areal

Sinto, saudade, amor e alegria

Lembro os sonhos que aqui sonhei

Sinto-te!

E, neste deslumbramento

Me quedo mais um momento



Recorda-nos...



As nossas brincadeiras

As nossas travessuras

As conversas de noites inteiras

O som das gargalhadas no travesseiro abafadas

A cumplicidade no olhar

Os sonhos que sonhámos

O futuro que idealizámos

As lições que das dificuldades tirámos

Sonhos perdidos no tempo

Sonhos que ficaram para sempre

Reflecte, e vê

Nada mudou, só o tempo passou

Eu sou a mesma

A brisa que toca teu corpo, sou eu!

O sol que te aquece, sou eu!

A água das chuvas que leva tuas mágoas, sou eu!

Eu sou aquela que te ama

Eu sou aquela que te apoia

Eu sou aquela que a distância não separa

Eu sou aquela que nunca te abandona

E tu...

Tu és, amigo, fiel, companheiro...

Tu és o mano mais novo, que me protege

Tu és minha vida, minha alegria

Tu és minha estrela guia

Tu és...

Meu irmão




domingo, 4 de outubro de 2009

Lágrimas



No trem da memória
Parto em viagem
Percorro labirintos da vida
Por sofrimentos enegrecida
Entro em ruelas do passado
De pensamento descontrolado
Deslizando veloz
Descarrilo chorando amargamente
De olhos turvos de lágrimas
Embato bruscamente no mundo duro e real
Atónita estonteada puxo o fio á meada
Com a graça de uma fábula
A força de uma parábola
Dou inicio ao meu relato….
Misteriosa mulher
Pobre de cultura rica em reflexão
De sensibilidade imortalizada
De afecto desnudada
Vacilante evasiva
Em busca do amor não vivido
Em busca do tempo desejado
Em busca da vida perdida
A memória diz-lhe: És o que foste.
A consciência afirma-lhe: És o que te deixaram ser
E ela mulher….
Onde o tempo urge e é urgente viver
Dá por terminada a viagem
Como fábula que encerra o enigma
Dançando ao ritmo da vida
Que sonha um dia vir a viver
Escondida atrás de um sorriso
Sonha com esperança
Porque essa…
NUNCA
A quer perder

© 2009 - Ana Simões

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Registos de Viagem





Caderno de viagem


A noite finda dissipando e escuridão, o sol desperta trazendo um novo dia a montes e vales adormecidos… É ainda muito cedo, mas a euforia de conquistar os picos montanhosos não me deixa dormir e parto á aventura. Sinto-me como as aves de rapina que sobrevoam a bela cadeia montanhosa.
Sem guia, apenas um lema: O respeito, respeito pela Natureza.
Avanço por serpenteamos caminhos naturais, recordo a alegre canção da Heidi, e incontrolavelmente começo a cantarolar, fazendo despertar a criança que há em mim. Vou subindo alegremente e cruzo-me com um jovem pai e suas duas meninas, logo trocamos conversa, mostro-lhes um gafanhoto que se encontra sobre o dedo de meu marido, aproveito para o fotografar, e logo fico a saber que para eles este lindo insecto se chama “salta-montes”, trocamos mais umas palavras sempre de sorrisos nos lábios, também eles entoam uma canção, tento acompanha-los mas rendo-me em risadas… a dada altura os caminhos separam-se e um aceno simpático faz com que nunca mais esqueça tais rostos, é impressionante a mudança de comportamento quando nos encontramos em natureza, é inevitável não comparar á frieza vivida na cidade ao longo de um ano de trabalho….Sigo o meu sonho, chegar ao ponto geodésico e vou avançando, a paisagem é de cortar a respiração, os “salta-monte ( gafanhotos) já acordaram á muito e também eles nos cantam uma canção, as borboletas esvoaçam de flor em flor, os vales estão repletos de belas e coloridas flores e o seu cheiro é inebriante. Bosques frondosos oferecem-nos suas sombras aqui e ali, o dia vai avançando e bancos de nuvens rolam pela orla das montanhas preparando-se para beijarem o vale ao cair da noite. Depois de muitas paragens para me deliciar com panoramas etéreos dignos dos mais belos sonhos, os maciços surgem alucinantes como corpos erguidos ao céu, despidos de suas vestes brancas, a rocha escura brilha aos últimos raios de sol que teimam em espreitar pelas densas nuvens, chuva e trovoadas foram por breves instantes minhas companheiras desta aventura, mas parecendo respeitar o meu desejo dissiparam-se á minha chegada ao cume.
Cheguei! Liberto todas as tensões, o panorama sobre o vale e o lago glaciar é soberbo, desfruto de momentos de meditação, conforto para o espírito, sinto-me ainda mais pequenina perante a imponência destes gigantes, sentada no seu sopé, saboreio os frutos silvestres que colhi…estou no topo do mundo, a Natureza impõe todo o seu esplendor, e eu, EU…Dou graças por estar viva.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

RECORDAR É VIVER


Cristina
Bonequinha expressiva e risonha
Seus olhos azuis tão vivos refulgem
Como astros brilhantes impulsionando vida
De amora silvestre é sua boquinha
Das palavras ditas… há muito esquecida
Com um vago sorriso Cristina me fita
Uma onda renascente invade o ambiente…
No viajar da memoria vivo o momento
E juntas encetamos viagem
Avisto….
Criança risonha de bochechas rosadas
Olhar doce e ar traquina
Ávida de vida esponja insaciável
Percorre fazendas em sonhos de menina
Como aves que voam para poente ou nascente
Devaneia livremente em doce magia
E corre feliz saltitando sorridente
Soltando rizadas freneticamente…
Saudosas lembranças descem em cascata
Iluminando o olhar da menina mulher
Tão meiga, tão doce, sonhadora, abstracta…
Num abraço e num beijo enternecida absorvo…
A meninice e pureza daqueles anos de prata.

Tua bonequinha de olhos azuis do céu.... como os teus... Lena querida.

Nas tuas asas....Irei voar até onde o sonho me levar...


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Despertar...


É hora de despertar
Minha princesa
Meu tesouro alado
Voa agarra o tempo
Sente o momento
Rasga o firmamento
Atravessa o oceano
Hoje vais voar
Não é sonho nem ilusão
Vive cada segundo com emoção
Sente as nuvens sente o céu
Olhando o infinito
Solta o teu grito
Faz da tua vida um arraial
Povoa teus sonhos de magia
Vive-os com sofreguidão
Felicidade e muita alegria
Goza o momento
Sonho por ti premiado
Vai meu doce amor alado
Solta-te, voa liberta-te
Encontra o teu espaço
Realiza teus desejos teus anseios
Desfruta a vida sem receios
Mas volta sempre ao meu regaço


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

AMARRADA À VIDA



Vou viver cada instante
Numa magia constante
Agarrar o momento
Sonhos conquistar
Sonhados por sonhar...
Vou temperar a vida
Com tempero á medida...
Colheradas de ternura
Mão cheia de paixão
Polvilhada de loucura
Salpicada de ilusão
Lágrimas QB
Fazem falta já se vê...
Um alguidar de sorrisos
Milhões de amigos
Muito amor aos pedaços
Gotinhas de inocência
Pureza e sensibilidade
Obtém-se uma massa leve e suave
Enforma-se no coração
Aquece-se de emoção
E prova-se a liberdade
Ávida insaciável faminta
Sem cerimónias lambuzada
Saboreio as delícias da vida
Em braços de esperança envolvida
Sorridente...grata... comprazida
Grito bem alto
Amo a VIDA!!!!!