segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Prisioneira...


Conheci a  dor da maldade humana...
No abandono da infância peregrina
Na insaciável maldade de palavras cínicas
Nas chagas deixadas por silencio sofrido
Nos momentos vários e fugazes da vida
Conheci a maldade humana acreditando na bondade Divina
Anestesiei a dor sempre sorrindo, pra não ferir o inimigo
Chorei decepções em cânticos de lamento
Enterrei a crueldade e amarrei  o tormento
Acreditei na metamorfose da maldade como por encantamento
Evitei conflitos à toa, calei a dor, a violência a desilusão
E sem resposta encontrada, travei a revolta recalcada
E dessa maldade que anda à solta senti compaixão
Que por inveja, frustração ou demência
Esqueceu o amor ao próximo e com maldade rege seu coração
E eu...Vivênciando tristezas e alegrias dominei  frustrações, refreando euforias
De espírito e alma aberta, esperando a medida certa
Numa balança acertíva pesei emoções
Nos pratos descompensados vi dias desperdiçados
Por banalidades valorizadas, por um tudo que não é nada
Busquei continuamente o equilíbrio entre o espírito e a matéria
Vida de amor e luz, aonde a complacência me conduz
E crente no Omnipresente sem do caminho me afastar
Senti o necessário equilíbrio, pra suportar os tombos a que a vida me levar

© Ana Sousa Simões 




1 comentário:

Dulce disse...

maravilhoso e sofrido poema, muitos parabens pelo excelente trabalho, bjitos!