quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Castelo de Almourol

Erguido sobre uma pequena ilha escarpada nas águas do rio Tejo
Avisto-o. Envolto em enigmas e mistério…
Nobre altivo deslumbrante… cenário de batalhas históricas
Encantador romântico poético…palco de lendas de amor
Relembra-me batalhas sangrentas… atrai-me paz e tranquilidade
Repleta de felicidade e satisfação
Rumo á aventura numa pequena embarcação
Em demanda de um cavaleiro afoito que alegre meu coração
Galhofeira jovial espirituosa embarco á conquista de instantes bem-humorados
O barqueiro, de pele curtida pelo sol, sorriso simples e franco
Deambulando pelas águas do rio vai prolongando a viagem
Mas a lonjura é ínfima e o passeio dá-se por terminado  
Há que lançar as amarras e pisar o solo deste emblemático castro
 Relembrar seus tempos de glória percorrer suas muralhas elevadas
Subir á torre de menagem e inundar a alma de belas vistas
 Procurar com atenção os misteriosos túneis que segundo reza a história ligavam a ilha às margens…
Percorro os seculares trilhos, não deslumbro nem túneis nem formoso cavaleiro…
Sorvo vestígios de tempos passados misteriosos e encantados
Trago em mim uma moura de outrora
Onde há risos nunca apagados, sem desalentos nem cansaços
Alheada da exactidão perco a hora e a existência
Entrego-me ao abandono do momento á doce tranquilidade desse instante
Oiço vozes que levemente me despertam á realidade
É hora…é hora!

Estou de volta á embarcação
Para trás ficam os sonhos a ilusão dos contos de fadas de lendas por populares contadas
Que alimentam almas e corações
Comigo, vão sublimes paisagens que se espraiam curso acima e arredores até onde a minha vista alcança
A beleza deste lugar
E o júbilo de uma criança.


Sem comentários: