segunda-feira, 15 de abril de 2013


Sinto-me perdida numa ilha deserta à muito esquecida
Morrendo de tristeza dor e solidão
Meu coração é fogueira apagada desvanecido de  negras cinzas e escuridão
Hoje sem foto....

Olho em redor e vejo a vida de  demónio mascarada
E quão injusta pode ser a vida...
E eu.. de sonhos quase extinta...agarro-me ao sonho factível 
E em suave ritual desfaço o nó que me emudece
E um silêncio agudo ecoa por fim dentro de mim
Não estou só! Conheço a grandeza do amor e da amizade
São minhas as palavras  imperativas que me impulsão  a viver
Não me furtaram as asas nem a voz nem a liberdade de assim ser
Entrego-me na alva paz, repasto-me no verde esperança
E neste bem-estar entorpecido sorvo o ar e digo p'ra comigo
Sou fortaleza em dor mergulhada mas não me roubaram a voz
Serei lágrima caída... abandonada...serei tudo.. serei nada
Não obstante sem embargo alcançarei minha foz



1 comentário:

Dulce disse...

maravilhoso mas triste poema, bjitos.