quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não me Peçam Silêncios




Não  me peçam silêncios

Pois...

É nas palavras que  escrevo...
Que abafo a dor, abraço a alegria e louvo a vida
É nas palavras...
Que desnudo minh'alma, tranco lamentos e liberto sentimentos
Descanso meus cansaços e eternizo momentos
É nas palavra que meu sorriso aflora e minha ternura mora

Enlaçam-me as palavras... minha  doce melodia
Quando  meu coração alucinado chora baixinho
Neste mundo que é só meu...
Pois..
Meu caderno é meu palco onde a assistência me olha sem me ver e me lê sem me entender
E eu...
Eu sou a caneta que vai bailando ao compasso  do pensamento em cândida inocência
E neste desconcertante desvario
Reencontram-se em chão macio, murmúrios de fantasia e de verdade
E  nesta escrita indecifrável
Entre rabiscos de mel e fel
Vagueia peregrina 
Uma caneta bailarina.

© Ana Sousa Simões




Sem comentários: