terça-feira, 8 de março de 2016

Mulher

Mulher

Tu és a fêmea  que zela e lambe as feridas das  crias...das tuas e das gerações vindas 
 Afagas e relevas quaisquer incorrecção  com beijos de amor e perdão
Tu és aquela que ama complacente, tolerante e sem exigência
Tu és a irmã, a mãe, a filha,  a esposa, a amiga , a amada-amante...
em todas elas tu és rainha, soberana imperatriz
Mulher 
Tu és bravura e na tua tenacidade simulas teu sofrer, 
assegurando,  que essas   lágrimas salgadas que ardem teu rosto ao seu passar...
são a razão do teu alegrar ...  e teu pranto é sonata que embala...
Tu és dócil, gentil , tolerante... mulher, és tu;  poesia que  o poeta inspira
És luz esplendorosa que ilumina a penumbra em momentos te aflição
Tu és divina, tu  és adoração... Mas  essencialmente... Tu és humana!
Assim... és também...
Frenética, altiva, inquieta,   impaciente, tu és fascínio e desvario , acerto e desacerto,  mulher caprichosa...
És combustível que inflama, poção que embriaga, és é sol que acalenta, és chuva que resfria, um rasto de luar, nuvem que flutua no firmamento alheia ao pensamento
És valsa bailando sensualmente em  leito desejado, és carência, és tragédia e gargalhada
És corpo e alma inseparáveis ;  comunhão entre o imperfeito e a perfeição
Mulher...Sou eu !
Um  tudo onde me perco e um nada onde me encontro

© Ana Sousa Simões 


4 comentários:

Jaime Portela disse...

Nem sei o que diga deste poema, tal é a sua grandeza.
Na forma e no conteúdo, é um dos melhores poemas que já li na minha vida sobre a mulher.
Bravo, os meus aplausos para este teu excelente poema. Parabéns pelo talento que tens para a poesia.
Bom domingo, minha querida amiga Ana.
Beijo.

Emília Pinto disse...

Em recuos e avanços, lá segue a mulher sem nunca desistir, por mais pesado que seja o fardo. Como por milagre a dor dá lugar à alegria, a lágrima seca como por encanto e assim sorri a tão amada cria. Afaga...aconselha...exige...acalanta...encanta...alimenta, mas quantas vezes se desencanta!!!! E nesse desencanto, a lágrima finalmente cai no escuro da noite para que nem as estrelas vejam que é humana e que , nos encantos que a vida lhe dá aparecem muitos desencantos e bastantes tormentos. Mas a capacidade de perdoar é tanta que mal o sol espreita na sua janela lá está ela forte e ladina procurando que tudo à sua volta seja uma alegria constante

Ana um poema maravilhoso onde retrataste a mulher de uma maneira fantástica . Pela parte que me toca, muito obrigada. Parabéns, amiga. Beijinhos e os meus votos de que, em todos os teus dias sejas respeitada pelo teu valor na sociedade em que estás inserida e também junto dos que amas. Beijinhos
Emilia
Emilia

Jaime Portela disse...

Gostei de reler o teu excelente poema.
Esqueci-me de referir as magníficas fotos que acompanham o poema.
Continuação de boa semana, minha querida amiga Ana.
Beijo.

Vieira Calado disse...

Olá, como está?
Hoje venho apenas desejar-lhe uma Boa Páscoa!
Beijinhos!