Estilhaçada, perdida num medonho deserto
E um desejo quimérico de te ver, persiste sem disfarçar
Dói-me as entranhas, meus olhos ardem das lágrimas que não consigo libertar
Meu coração ferido, sinto-o sangrar
Tento acalmá-lo mas ele não se detém e insististe em declinar a veracidade
Porém, neste vazio lancinante, minha apatia começa a entender...admitindo tão agreste pesar
Amaciando a aflição desta luta madrasta
É uma dor ambígua, oscilando entre dois pólos contraditórios
Uma lacuna perdida no espaço, sem asas para voar ou chão pra pisar
Abençoada insanidade que me embriaga, espraiando meu olhar além horizontes
Onde te ouço, te vejo, te sinto e nunca te perco
Eterna é a alma,,, então que não haja pranto na carnal separação
Resignada, liberto meu grito de agonia, seco as lágrimas que não brotei
Abafo a dor que não libertei e esqueço palavras que não escrevi
À noite, elevo meu olhar ao céu de estrelinhas salpicado
Brindam-me os céus com cânticos de alegria e louvor
Que no céu há mais uma estrela a cintilar
Zelando por todos com amor.
│© Ana Sousa Simões

4 comentários:
Boa tarde, perdida num medonho deserto, construiu um belo poema cativante que faz pensar sobre cada palavra que constrói o mesmo, parabéns.
Bom Fim de semana,
AG
Olá amigo. Começo por pedir desculpa da minha ausência. Estive de férias...
Quanto as estas palavras... são, foi... o modo que encontrei para aliviar a dor da perda de uma grande AMIGA... mas a vida é assim mesmo e há que seguir em frente e cá estou eu de novo pronta a viver.
Um beijinho e boa noite!!!
Deambulando neste vácuo oco,
privada da presença da minha menina
...
como te entendo
Dizem: o tempo tudo cura!
Será?
Não, não cura.
Apenas vai disfarçando
No entanto, há dias em que
a dor volta e,
custa tanto.
Beijos
Obrigada Tulipa. Eu sei que passar nunca passa... mas recomeçar a viver mesmo tendo a dor como companheira em alguns momentos, já dou graças!!
Beijinho
Enviar um comentário