quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Foi Deus



Foi Deus

Rebusco os mistérios da fé e com fé me reencontro
E creio nessa força secreta que  Ele me confere em horas de mágoas tantas
Não quero mais em mim revolta ou pranto
Apenas a doce lembrança do teu sorriso
Já não te procuro mais... porque,  te sei sempre presente
Encontro-te mesmo quando de nuvens o céu se despe...
Ouço-te nas frescas águas das ribeiras, no sopro leve do vento
nas cores quentes do sol poente, numa flor que baila ao vento...
A brisa que meu rosto toca... és sempre tu.
Meu aconchego, meu anjo da guarda, minha estrela guia
E eu... eu sou matéria em evolução
Num presente incerto dum passado extinto
Dei tréguas à vida e na vida sacrifiquei meu choro, sufoquei meu grito e firmei minha fé
E num labirinto de acertos e desacertos achei a luz que me conduz
Com preces teci meu caminho e afastei a dor que em mim se fincou
E nesta teia oculta...  invento subtis laços de ternura, num éden por mim imaginado...
 ... onde tu és rainha
Lentamente,  reconstruo meu caminho com pedrinhas de gratidão e harmonia
Num solo saturado de sofrer, abandono a dor, liberto o passado
Agracio a vida e volto a ela por inteira... desde a manhã ao final do dia
Porque a vida, essa... é fugidia.

© Ana Sousa Simões


2 comentários:

Remus disse...

Estou a ver que a Ana Simões para além de uma excelente fotógrafa também domina muito bem as palavras. É uma verdadeira dois em um.
Parabéns!

A fotografia está excelente. Muito bem concretizada e o fundo está fantástico.

Ana Simões disse...

Grata Remus. Muito grata pela visita e pelas palavras. BFS