segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Permite-me dizer não ...


Dorme na espuma do silencio uma tela inacabada 
A tinta  secou e meus desejos camuflou
A momentos de excesso digo basta 
Que me doí esta atracção que me arrastou 
Para uma felicidade que nunca me abraça 
Já não sou fértil flor, que um dia frutos brotou
Já se foi a força de vendavais enfrentar 
Com lágrimas lavei o que vivi  e  almejei  viver
... sofri, senti  e não esqueci,  nem irei esquecer
Cansei de caminhar no breu, ofuscando meu olhar
Visto de coragem o desejo calado
Fecho o baú dos segredos 
E vivo com nostalgia vivenciais de fantasia  
E murmuro baixinho  ao meu  fraco coração
Permite-te doce coração... permitir-me dizer-te que não
E no meu louco divagar  ao amor  peço perdão
E digo, não !

 © Ana Sousa Simões 



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