segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Abstracção


Tão abstracto é o que sinto... 
Como abstracto o desejo envergonhado 
De sentir abrigo em teu poiso
Abstracto são as palavras que silenciei 
Os devaneios de quimeras alucinadas
Esquecidas... pra sempre abandonadas
Abstracto é esta insanidade quase demente
De quem foge à realidade e a si, assim mente
É uma dor submersa nesta inquietude de me querer dar... e não me dou...
É  de ti querer tudo e já nada me poderes dar... porque a vida assim o ditou
Já nada te peço... já pouco recebo... já nada te dou...
Tão vazia me deixa a tua ausência 
Caminho só... neste trilho gélido e inóspito 
Enxergo a realidade desta louca cegueira
Determinada, expulso desejos insensatos
E volto à vida por inteira. 

 © Ana Simões





5 comentários:

ñOCO Le bOLO disse...


¡Vaya frío!
Te ha quedado un carámbano precioso

abraços

· LMA · & · CR ·

tulipa disse...


É uma dor submersa nesta inquietude de me querer dar... e não me dou...
de ti querer tudo e já nada me poderes dar... porque a vida assim o ditou
Já nada te peço... já pouco recebo... já nada te dou...
Tão vazia me deixa a tua ausência
Caminho só... neste trilho gélido e inóspito

AMIGA
quem ficou "abstracta" fui eu...

Belíssima imagem!
Beijos

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelente....
Cumprimentos

Jaime Portela disse...

O caminhar só pode ser apenas uma ilusão.
Convém olhar à volta...
Excelente, como sempre.
Beijo, minha querida amiga Ana.

Manu disse...

Esta cortina de gelo fascina-me!