segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

4/2/2012
Aqui...
Onde já não chega nada
Nem fome nem sono
Nem sonhos nem alegria
Nem o alumiar da esperança
Nem gloria nem agonia
Aqui...
Na morada do silêncio
Onde habitam abraçados
O amor e a poesia
Revivem sonhos velados
Pela neblina espalhados
Pedem ao tempo, tempo emprestado
Nas noites que passam num lamento
E na lassidão do fastio
Escutam o passado
De um tempo já bafiento
Aqui...
Na penumbra do espaço
Mora a espera infecundada
Gemidos sofucados
Rasgam o silêncio desta morada
E ninguém já mora aqui
Aqui...
Moribundos... Entorpecidos
Num entardecer de sol poente
Adormecem para sempre
Dois amores envelhecidos

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