terça-feira, 31 de janeiro de 2012


                                         29/1/2012                                        

Hoje,
nem a sombra do que há-de vir,
nem os mestres, nem os amigos, nem os livros,
nem a fragilidade dos meus pés
feitos de barro e cansaço!
Todas as minhas revoltas domadas,
todos os meus gestos em meio
e as minhas palavras sufocadas
terão a sua hora de viver e amar!
Hoje,
será a mais bela noite do mundo!

Fernando Namora, in 'Mar de Sargaços'

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