quarta-feira, 23 de janeiro de 2013



Vai longa a noite
O vento sopra e a chuva cai
Escuto-a através das vidraças
Quedo-me em silêncio de respiração suspensa
Ausculto meu coração
Fala-me de revolta, angústia, tristeza
Raiva muda…algemada amordaçada
Vai longa a noite…
Calei minha vós desmemoriada
Onde estão as palavras que perdi...
Reflicto...careço de força, careço de mim
Imutável neste impasse...Tentei e não consegui
Sem forças, sem esperança… Desisti
Vai longa a noite…
Sossego meus olhos lacrimejantes
Mal sinto meu respirar de exaustão e desalento
E a noite vai longa…
Brilham os primeiros raios da manhã
O dia desperta gélido. Porém repleto de vida
Acerca-se para me mimar
Devolve-me a alento que a escuridão afugentou
 E um grito de força penetra em mim
Vociferando Vitória! Teu sofrer chegou ao fim
 E na ilusão deste troféu
Avanço determinada num súbtil  caminhar
Renegando ver que é chegada a hora de acordar



1 comentário:

teresa santos disse...

Um grande abraço Ana :)
Adoro os teus textos e fotos, mesmo com lágrimas!!!
Beijinhos